quinta-feira, 31 de julho de 2008

Mais marketing que saúde - ... e o começo da reabilitação

 | 24.07.2008

Livro conta como fabricantes de medicamentos "criam" doenças, patrocinam pesquisas e fazem lobby milionário para vender cada vez mais remédios aos consumidores americanos

 

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Por Cristiane Correa

EXAME O suíço Daniel Vasella, presidente da Novartis, é um dos expoentes da indústria farmacêutica mundial. Médico de formação, ele decidiu abandonar o consultório em 1988, aos 35 anos de idade, para trabalhar na área de vendas da fabricante de medicamentos americana Sandoz. Vasella fez, então, uma carreira rápida e bem-sucedida e, em 1996, assumiu o comando da Novartis, empresa resultante da fusão da Sandoz com a Ciba-Geigy e uma das cinco maiores do mundo no setor. Anos atrás, durante uma entrevista, Vasella foi perguntado sobre como sua empresa conseguia criar os medicamentos de sucesso exigidos pelos investidores. Sua resposta foi tão direta quanto surpreendente. "Você cria um desejo", afirmou ele, como se estivesse falando de um produto de consumo como qualquer outro.

Quem fez a pergunta a Vasella foi a jornalista Melody Petersen, ex-repórter do The New York Times, especializada na cobertura da indústria farmacêutica. Depois de vários anos nesse privilegiado posto de observação, Melody decidiu revelar os meandros do bilionário mercado de saúde. O resultado está no recém-lançado Our Daily Meds — How the Pharmaceutical Companies Transformed Themselves into Slick Marketing Machines and Hooked the Nation on Prescription Drugs (numa tradução livre, "Os remédios nossos de cada dia: como as empresas farmacêuticas se transformaram em máquinas de marketing escorregadias e viciaram a nação em drogas prescritas"). Para Melody, os tempos quase românticos em que a indústria farmacêutica era movida por cientistas e médicos interessados em pesquisar a cura de doenças graves ficaram inexoravelmente para trás. Agora, o setor — fundamental para o bem-estar e para a longevidade — é dominado por marqueteiros. "Vender remédios, e não inventá-los, tornou-se a obsessão", diz ela.

As empresas parecem estar triunfando nessa nova missão. Em 2005, os americanos gastaram 250 bilhões de dólares em remédios vendidos sob prescrição médica — mais do que consumiram com fast food ou gasolina, por exemplo. Se comparado a outros países, esse volume é ainda mais impressionante. Os Estados Unidos gastam mais com remédios que Japão, Alemanha, França, Itália, Espanha, Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia, Canadá, México, Brasil e Argentina — juntos. Em 2006, um americano tomou, em média, 12 remédios prescritos por médicos — em 1994, a média foi oito. Entre a população idosa, o índice chega a 30 drogas anualmente. Graças a essa epidemia, entre 1995 e 2002, a indústria farmacêutica foi o setor mais lucrativo da economia americana. Em 2004, segundo dados da revista Fortune, a cada dólar vendido pelas farmacêuticas, 16 centavos se transformavam em lucro — ante a média de 5 centavos dos outros setores.

Para alcançar esse resultado fabuloso, é preciso investir muito dinheiro. Uma das mais importantes frentes de batalha das companhias farmacêuticas é travada em Washington. Entre 1998 e 2004, a indústria farmacêutica gastou mais em lobby do que qualquer outro setor. Em 2004, o número de lobistas trabalhando para as farmacêuticas instaladas nos Estados Unidos somava o dobro de representantes do Congresso americano. Para a autora do livro, o efeito desse corpo-a-corpo é imediato. Os Estados Unidos são o único país desenvolvido que não controla o preço dos remédios vendidos sob prescrição. Além disso, são um dos raros países no mundo que permitem propaganda de remédios prescritos para consumidores (a Nova Zelândia é a outra exceção).

Com o caminho livre, as empresas investem fortunas para propagandear seus produtos. Segundo Melody, cerca de 25% do preço de um medicamento prescrito corresponde a gastos com marketing — a soma é maior que os investimentos em pesquisa e desenvolvimento, por exemplo. Um dos maiores exemplos da força dessa máquina foi o lançamento do Detrol, no final dos anos 90. Fabricado pela Pharmacia (que viria a ser comprada pela Pfizer), o Detrol surgiu para curar uma doença até então desconhecida dos americanos e batizada pelo fabricante de "bexiga hiperativa". Uma das preocupações iniciais dos executivos da Pharmacia foi que a doença não fosse confundida com a já conhecida incontinência — um mal que, para muitos médicos, não poderia ser tratado com medicamentos e que faria parte do processo natural de envelhecimento. Para isso, o primeiro passo foi arregimentar médicos. A Pharmacia organizou dois simpósios em Londres, em 1997 e em 1999, e bancou praticamente todas as despesas dos participantes. Alguns doutores chegaram a entrar na folha de pagamentos da empresa, como consultores ou palestrantes — prática amplamente utilizada pela indústria. Nesses dois encontros, os médicos definiram os sintomas do novo mal (um deles é ir ao banheiro mais de oito vezes em 24 horas). Uma vez criada a doença, era hora de torná-la conhecida do grande público. Além do boca-a-boca dos médicos, a Pharmacia contou com uma campanha publicitária que incluiu anúncios em revistas de circulação nacional e até a contratação da atriz Debbie Reynolds. A protagonista do filme Dançando na Chuva fazia questão de declarar em entrevistas que depois que começou a tomar o Detrol sua vida na estrada — ela ainda fazia turnês pelo país — tinha ficado muito mais fácil. (Debbie só não falava que alguns pacientes medicados com Detrol começaram a ter alucinações...)

Usar a imagem de gente famosa para promover remédios prescritos, aliás, tornou-se um dos expedientes mais usados pela indústria. A Bristol-Myers Squibb, por exemplo, contratou o ciclista Lance Armstrong. Vítima de câncer aos 25 anos de idade, ele venceu a doença e sagrou-se o maior campeão de todos os tempos da Volta da França, a prova ciclística mais tradicional do planeta. A Bristol tornou-se uma das principais patrocinadoras da Live Strong, ONG que Armstrong mantém para ajudar vítimas da doença — e o atleta começou a creditar sua recuperação a um remédio do fabricante. Depois de uma das vitórias do ciclista, a farmacêutica veiculou um anúncio em que dizia: "Este milagre foi trazido a você pela Bristol-Myers Squibb". A verdade, porém, não era exatamente essa. O tal milagre fora resultado de uma pesquisa da Michigan State University, feita com dinheiro do governo — e não uma descoberta da Bristol. À empresa farmacêutica coube apenas licenciar o produto e colocá-lo à venda.

O efeito colateral dessa avalanche de medicamentos é perturbador. Especialistas estimam que 100 000 americanos morram todos os anos por problemas decorrentes do uso de remédios. Feitas as contas, são cerca de 270 vítimas diariamente — o dobro das mortes causadas por acidentes com automóveis. "Os remédios com prescrição matam mais americanos que o diabetes ou o mal de Alzheimer", diz Melody. Para piorar, mesmo entupidos de remédios, os americanos não estão conseguindo aumentar sua expectativa de vida. Segundo a autora, em 1980 uma americana de 65 anos de idade tinha expectativa de vida maior do que quase todas as mulheres nascidas em outros países do mundo. Em 2002, numa avaliação da longevidade da população da qual participaram 30 países, as senhoras americanas ficaram com uma modesta 17a posição. A expectativa de vida dos homens nos Estados Unidos também caiu — um americano de 65 anos corre hoje o risco de morrer mais cedo que um mexicano da mesma idade.

Embora o livro tenha um quê de teoria conspiratória (lembra o estilo de País Fast Food, publicado pelo jornalista Eric Schlosser em 2001, que tinha como alvo a indústria de alimentação rápida dos Estados Unidos), parte da crítica feita por Melody começa a ser, de algum modo, reconhecida. Em junho, algumas das maiores companhias americanas, como Merck e Pfizer, concordaram em fazer uma espécie de moratória e suspender por seis meses a veiculação de anúncios de novos medicamentos vendidos sob prescrição médica. Além disso, elas vão reavaliar a participação de médicos em suas propagandas. Pode ser o começo de sua reabilitação.

O superlaboratório do Brasil

Após a supertele, o superlaboratório

 | 12.06.2008

O governo quer estimular a formação de uma grande empresa farmacêutica com capacidade de competir com as multinacionais. Há condições para isso?

 

Lailson Santos

Aché: uma "Gerdau farmacêutica" é possível?

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Por Roberta Paduan

EXAME Um plano alimentado pelo governo federal há pelo menos três anos, de fazer germinar um superlaboratório farmacêutico com capital brasileiro, parece ter ultrapassado as portas dos gabinetes oficiais e encontrado ressonância no setor. "Meu sonho é ver uma 'Gerdau' da nossa indústria", afirma José Ricardo Mendes da Silva, presidente do Aché, o maior laboratório nacional, referindo-se à siderúrgica gaúcha que se transformou numa das multinacionais mais proeminentes do país. No final de maio, um seminário sobre o setor de saúde promovido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social ajudou a esquentar as conversas sobre possíveis fusões e aquisições nessa área. "Todo mundo está conversando com todo mundo, e nosso radar está ligado 24 horas por dia", diz Silva. No início de junho, ressurgiu um boato de que a Medley, terceira maior farmacêutica de capital nacional, estaria sendo vendida — especulação já aventada em duas outras ocasiões, em 2006 e no início deste ano. O presidente da empresa, Jairo Yamamoto, nega. "É natural que num debate sobre a consolidação da indústria a Medley e outras grandes sejam envolvidas", diz Yamamoto. "Mas, definitivamente, não estamos à venda e não há nenhuma negociação em curso."


Boataria à parte, tudo indica que a possibilidade de vender, comprar ou fundir-se com um concorrente está na ordem do dia das farmacêuticas brasileiras. Do lado do governo, o interesse em promover casamentos é explícito. "Queremos fortalecer essa e qualquer outra indústria brasileira, e isso não tem a ver com nacionalismo, mas com realismo", afirma Miguel Jorge, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. "No jogo do comércio global, é preciso ter empresas grandes e competitivas." No BNDES, o discurso é mais enfático. "Pretendemos funcionar como agente catalisador na formação de um grande laboratório brasileiro", diz Pedro Palmeira, do departamento químico e farmacêutico do banco. "O objetivo é que, no futuro, essa empresa seja capaz de lançar novos medicamentos e colocá-los nas farmácias, inclusive da Europa e dos Estados Unidos." A empresa sonhada teria de faturar pelo menos 3 bilhões de dólares, o triplo das receitas atuais do maior laboratório do país, e investir fortemente em pesquisa — o setor inteiro investe modestíssimos 285 milhões de dólares. No papel, a criação de uma empresa brasileira forte e competitiva no setor farmacêutico seria uma ótima notícia. Trata-se de uma área estratégica pelos benefícios que pode trazer à sociedade e ao desenvolvimento de uma cadeia de negócios dependente de pesquisa e inovação (veja reportagem na pág. 140).

Esse, para muitos, seria o mundo ideal. Mas não se pode deixar de lado o mundo das realidades, e nele responder a uma pergunta inescapável: diante das cifras bilionárias, tanto de faturamento quanto de investimentos em pesquisa que o setor de remédios envolve, há alguma chance de uma empresa brasileira despontar como competidora global? Alguns especialistas acreditam que sim — apesar do atraso histórico do país nesse setor. A crença está assentada em um pilar: as empresas brasileiras vêm crescendo nos últimos anos, e isso coincide com uma mudança tecnológica mundial que dá chance a novos empreendimentos. Segundo essa visão, as farmacêuticas locais estariam diante de uma espécie de janela de oportunidade — um conjunto de condições positivas que raramente se combinam. "Alguns laboratórios brasileiros conseguiram ganhar musculatura na última década e até superaram o faturamento das multinacionais que operam no país", afirma Gabriel Tannus, presidente executivo da Interfarma, associação que representa as farmacêuticas estrangeiras. Esse robustecimento, obtido com o advento dos genéricos, torna as empresas nacionais mais aptas a competir.

O desenvolvimento da biotecnologia também conta a favor dos emergentes. "O Brasil perdeu o jogo dos medicamentos sintéticos, mas o jogo da biotecnologia ainda está no começo em todo o mundo", afirma Silva, do Aché. A tecnologia de drogas sintéticas, que combina substâncias químicas, existe desde o século 19 e gerou quase todos os remédios que conhecemos hoje. A onda mais recente, que floresceu nos anos 80, cria remédios por meio da manipulação genética. Muda-se, portanto, da base química para a base biológica — o que abre espaço para novas empresas. Além desses fatores, conta positivamente um ambiente mais propício à pesquisa no país graças ao amadurecimento do conceito de proteção da propriedade intelectual a partir de 1996, com a Lei de Patentes — apesar de o próprio governo agir de maneira contraditória, como ocorreu no ano passado, quando um decreto presidencial suspendeu a licença de um remédio antiaids com patente ainda válida para que o Ministério da Saúde importasse um genérico da droga.

Fora do campo das oportunidades, é provável que as farmacêuticas brasileiras sejam obrigadas a mudar de patamar por pura necessidade. "A dinâmica mundial deixou apenas dois caminhos para as empresa do setor em todo o mundo: o da inovação e o da produção de genéricos", afirma Ciro Mortella, presidente da Febrafarma, federação que representa laboratórios tanto de capital nacional como estrangeiros. "Hoje, só empresas globais conseguem fazer pesquisa e desenvolvimento e, no futuro próximo, também só as globais conseguirão fabricar genéricos." Atualmente, gastam-se 900 milhões de dólares, em média, para criar um novo medicamento. Trinta anos atrás, esse custo ficava na casa dos 70 milhões. Não foi à toa que as multinacionais se fundiram e compraram umas às outras freneticamente a partir dos anos 90.

O desafio da escala
A criação de uma superfarmacêutica brasileira passa necessariamente por uma consolidação no setor. Compare o tamanho das maiores companhias estrangeiras com as nacionais (vendas em 2007)
As maiores do mundo (em dólares)
Pfizer 48 bilhões
GlaxoSmithKline 45 bilhões
Sanofi-Aventis 41 bilhões
Novartis 40 bilhões
AstraZeneca 29 bilhões
As maiores brasileiras (em dólares)
Aché + Biosintética 1 bilhão
EMS 590 milhões
Medley 424 milhões
Cristália 314 milhões
Biolab Sanus 263 milhões
Fontes: Febrafarma, Melhores e Maiores e empresas

Na seara dos genéricos, as empresas indianas e chinesas avançam rapidamente com ganhos de escala planetária. O recado, nesse caso, é que elas podem ocupar espaço no mercado brasileiro com preços baixos. Diante desse cenário, parece imperativo que a indústria farmacêutica nacional passe logo por um processo de consolidação. A comparação das maiores companhias globais com as grandes brasileiras mostra uma diferença abissal. Enquanto a Pfizer, líder mundial, teve receita de 48 bilhões de dólares em 2007, a Aché, maior brasileira, faturou pouco mais de 1 bilhão. Essa é uma das justificativas do BNDES para o plano de criação de um superlaboratório nacional. Os primeiros passos do governo nessa direção foram dados em 2004, quando o banco lançou um programa de financiamento ao setor, o Profarma. Isso ocorreu muito antes de surgirem as primeiras fumaças sobre a supertele, que culminaram com a compra da Brasil Telecom pela Oi, em abril deste ano — operação que o governo induziu claramente e que levou o BNDES a entrar com 2,6 bilhões de reais em crédito aos sócios da Oi. Por meio do Profarma, o banco já emprestou 1 bilhão de reais a projetos de modernização de laboratórios e a duas aquisições: a compra da Biosintética pelo Aché, em 2005, e a da Barrene pela Farmasa, em 2006. No final do ano passado, o programa foi renovado, agora com 3 bilhões de reais, metade para projetos de pesquisa e desenvolvimento e metade para operações de compra ou fusão de empresas nacionais.

Nem as oportunidades nem as ameaças, no entanto, serão capazes de mudar o perfil da indústria farmacêutica nacional se empresários brasileiros não se convencerem de que a transformação faz sentido. No rol de entraves para a criação de uma empresa global, a mentalidade do empresariado está em primeiro lugar. "Muitos empresários ainda preferem ter 100% de um negócio pequeno a 10% de um grande", afirma Palmeira, do BNDES. Até hoje, nenhum laboratório nacional abriu o capital. Quem chegou mais perto foi o Farmasa, que no final de 2007 recebeu como sócio o GP Investimentos — há poucos dias, a Hypermarcas, empresa de produtos de consumo, adquiriu o Farmasa. Aché e Medley estão entre os pouquíssimos com gestão considerada profissionalizada, contando com presidentes que não têm o sobrenome das famílias fundadoras.

Os bilhões fazem a diferença
Um dos desafios que o superlaboratório brasileiro terá é o investimento em pesquisa. Compare a diferença de orçamentos anuais (em dólares)
Total dos investimentos do grupo suíço Roche 7 bilhões
Conjunto das farmacêuticas que atuam no Brasil 285 milhões
Fontes: Febrafarma e Roche

Ninguém tem a resposta se haverá ou não no futuro um laboratório brasileiro global nem se o governo conseguirá atingir seus objetivos. Quanto a esse ponto, aliás, há uma polêmica. "Não acredito que o BNDES deveria colocar dinheiro público numa indústria que demanda tanto capital e apresenta tantos riscos quanto a farmacêutica", afirma o economista Luiz Carlos Mendonça de Barros, ex-presidente do banco. "Existem áreas em que o país tem mais vantagens comparativas, que deveriam ser priorizadas." Entre os defensores da idéia, o argumento é que o BNDES pode ser apenas uma das fontes de recursos — como também pode ser o mercado de capitais — a dar as condições mínimas para um novo salto do setor. "Não se trata de um caminho fácil, mas considero perfeitamente plausível que o Brasil tenha uma Pfizer ou uma Roche daqui a 20 ou 25 anos", diz João Carlos Ferreira, diretor comercial da subsidiária da suíça Roche. "Quando eu lia a respeito da Embraer, na década de 70, achava um delírio o Brasil aspirar a ter uma indústria de aviões e, felizmente, eu estava errado." De fato, a Embraer — hoje uma das quatro maiores fabricantes de aviões do mundo — nasceu da iniciativa estatal, em 1969, e, privatizada, tornou-se símbolo da tecnologia de ponta nacional. Na época, vigorava no país o conceito de substituição de importações, atualmente um retrocesso, diante das práticas que moldam a globalização. O governo nega que esteja promovendo uma volta ao passado. "Não se trata de xenofobia, mas de estímulo para que a indústria brasileira, seja qual for a origem de seu capital, continue gerando emprego e tecnologia", diz Miguel Jorge.

sábado, 26 de julho de 2008

Vida Rural Newsletter 10.ª edição

 
Edição nº 10 | 23/07/2008

NOTÍCIAS

A EDIA, empresa gestora do Alqueva, anunciou o lançamento do concurso para a construção do último bloco de rega necessário para alcançar os 53.187 hectares de regadio estabelecidos para 2009.

O grupo RAR comprou a inglesa Vitacress, líder na produção e comercialização de saladas no Reino Unido e Portugal. O negócio envolveu a totalidade do capital e aguarda-se apenas a aprovação da Autoridade portuguesa da Concorrência.

O aumento elevado dos preços dos factores de produção pode pôr em causa a produção dos cereais de sequeiro. O alerta é da Anpoc que revela que este incremento está a tornar-se insustentável para os produtores.


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DESTAQUES

As cooperativas agrícolas que decidam juntar-se terão uma majoração de 10% nos financiamentos a fundo perdido. De acordo com o ministro da Agricultura, a majoração deverá estar disponível em Setembro ou em Outubro.


Continuam abertas as candidaturas para as Medidas Jovens Agricultores e Modernização e Capacitação de Empresas, no âmbito do PRODER, até 25 de Julho.

© 2008 IFE -INTERNATIONAL FACULTY FOR EXECUTIVES

Distribuição Hoje | Logística Hoje | Call Center Magazine | Enovitis | Negócios & Franchising | Vida Rural
Infofranchising | Enovit | Grupo IFE | Rua Basílio Teles, 35, 1º Dtº | 1070-020 | Lisboa
Este e-mail foi enviado por basededados@ife.pt e está de acordo com a legislação Europeia sobre o envio de mensagens comerciais: qualquer mensagem deverá estar claramente identificada com os dados do Emissor e deverá proporcionar ao receptor a hipótese de ser removido da lista. Para ser removido da nossa lista, basta que nos responda a esta mensagem colocando a palavra "Remover" no assunto. (Directiva 2000/31/CE do Parlamento Europeu; Relatório A5-0270/2001 do Parlamento Europeu).

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Biotecnologia - Nota Informativa do CiB Nº 5 / 2008

 
Caso não consiga visualizar os conteúdos da Nota Informativa do CiB poderá ter acesso ao PDF em: http://www.cibpt.org/notasinfo/NotaInfoCiB2008-5.pdf

 

 


Nota Informativa do CiB

Nº 5 / 2008 – 31 Maio 2008

 

 

 

 

 

CiB – Centro de Informação de Biotecnologia - Portugal

www.cibpt.org

 

 

 

  Publicações e Recursos Educativos na Biblioteca

 

 

▪  On-line

Número Especial da Science - Genomas de Plantas

A revista Science, uma das mais importantes revistas científicas, publicou um número especial sobre genética vegetal, genomas de várias espécies de plantas e a biotecnologia disponível nos dias de hoje. Alguns dos artigos são de acesso livre. Está disponível também um site interactivo sobre plantas geneticamente modificadas e o futuro da biotecnologia vegetal.

http://www.sciencemag.org/plantgenomes

http://www.sciencemag.org/plantgenomes/feature.html

 

 

▪  Base de dados on-line

Benefícios da Agrobiotecnologia

Mais de 80 artigos científicos e artigos de revisão, que demonstram os benefícios da utilização da biotecnologia na agricultura, estão disponíveis numa base de dados da Crop Life International. A pesquisa pode ser efectuada através do tipo de cultura, tipo de evento, país e região e pelo seu interesse específico, entre outros. Todos os documentos foram publicados em revistas científicas com revisão por partes ou tiveram como base artigos científicos.

http://croplife.intraspin.com/BioTech

 

 

 

 

 

  Notícias

 

 

▪  Encontro de 150 cientistas em Faro

Sociedade Portuguesa de Células Estaminais pede ao Governo

para legislar investigação

23 Abril 2008 – Lusa | Público

O presidente da Sociedade Portuguesa de Células Estaminais e Terapia Celular apelou ao Governo português para que legisle sobre a investigação científica com células estaminais, sublinhando a dificuldade de trabalhar "num vazio legislativo".

 

"Ao contrário da maior parte dos países da União Europeia, não existe em Portugal uma legislação específica que permita ou não permita a utilização de células estaminais embrionárias humanas", declarou Rui Reis, à margem do 3º Encontro Internacional da Sociedade Portuguesa de Células Estaminais e Terapia Celular, realizado em Faro.

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1326783

 

 

▪  Reino Unido

Libertação de trutas transgénicas no ambiente

30 Abril 2008 - National Geographic News

Um projecto para libertar trutas geneticamente modificadas (GM) em lagos e rios foi aprovado no Reino Unido, após ter sido apoiado por especialistas em conservação de vida selvagem.

 

De acordo com um estudo recente, a produção de peixes geneticamente modificados para a prática de pesca desportiva é uma opção mais adequada do que a produção de trutas em aquacultura e pode beneficiar as populações nativas. Isto porque os peixes foram alterados geneticamente para serem estéreis, não sendo por isso possível que se cruzem com os seus parentes convencionais. Os peixes têm três pares de cromossomas e não os dois pares existentes nas trutas selvagens.

http://news.nationalgeographic.com/news/2008/04/080430-fish-release.html

 

 

▪  Investigadores pedem maior acesso a dados sobre culturas biotecnológicas

2 Maio 2008 – ISAAA | Eurekalert

Vários investigadores consideram que o acesso a mapas mais detalhados de cultivos biotecnológicos forneceria aos investigadores maior capacidade para analisar os efeitos de plantas geneticamente modificadas no ambiente, nas comunidades de seres vivos, na qualidade da água, nos insectos praga e nos insectos benéficos. Para além disso, uma monitorização sistemática e um sistema de mapeamento é necessário para compreender os custos e os benefícios da utilização destas plantas.

 

A opinião da equipa de investigadores foi publicada num fórum da revista Science e sugere que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos da América inclua na sua estratégia a obtenção de dados para criar: um mapa ao nível nacional, estatal e regional, preservando a privacidade dos agricultores; base de dados com as diferentes variedades transgénicas cultivadas e as respectivas áreas de cultivo; e mapas com a relação do tipo de práticas agrícolas e a abundância de espécies de aves, peixes e anfíbios existentes em cada área e ao longo do tempo.

 

Os autores acreditam que esta abordagem ajudaria a identificar que práticas agrícolas maximizam os benefícios para os agricultores e para a sociedade e que ao mesmo tempo diminuam os riscos ambientais.

http://www.isaaa.org/kc/cropbiotechupdate/online/default.asp?Date=5/2/2008#2460

 

 

▪  Plantas transgénicas na produção de plásticos, tintas e cosméticos

2 Maio 2008 – ISAAA

Investigadores da CBI - Crop Biofactories Initiative desenvolveram plantas da espécie modelo Arabidopsis para acumular mais cerca de 30 % de ácidos gordos raros. Esses ácidos gordos são fonte de petroquímicos utilizados para produzir plásticos, tintas e cosméticos.

Plantas que tenham a capacidade de produzir elevados níveis destes compostos podem vir a substituir os petroquímicos na produção de plásticos. O responsável pela investigação referiu que está confiante de que o aumento do conhecimento sobre os genes envolvidos, a compreensão das vias de biossíntese e as técnicas adequadas de melhoramento de plantas com a capacidade para produzirem esses ácidos gordos podem vir a tornar viável a sua comercialização num futuro próximo.

http://www.isaaa.org/kc/cropbiotechupdate/online/default.asp?Date=5/2/2008#2483

 

 

▪  Perspectivas para os produtos agrobiotecnológicos

com base na modificação dos factores de transcrição

2 Maio 2008 – ISAAA | Agrodigital

As culturas geneticamente modificadas que são comercializadas há mais de uma década têm como base modificações de características reguladas por um só gene, como é o caso da tolerância a insectos ou da tolerância a herbicidas, que não implicam manipulações complexas das vias metabólicas.

 

O aumento do conhecimento do genoma das plantas abriu caminho para o aparecimento de uma segunda geração de organismos geneticamente modificados (OGM) que permite a alteração de características complexas, reguladas por vários genes como: a tolerância ao stress, aumento de produtividade e a estabilidade das colheitas.

 

Os factores de transcrição são proteínas "mestras" que controlam processos complexos comandados por vários genes. Estas proteínas são capazes de fazer com que determinados genes se expressem, ou não. A modificação dos genes da qual dependem os factores de transcrição tem o potencial de modificar por sua vez, em cascata, a expressão de um grande número de genes e portanto características complexas das plantas.

 

Um artigo de revisão publicado na revista Plant Physiology faz uma perspectiva dos OGM de segunda geração, que têm como base a modificação genética que regula factores de transcrição e cita numerosos exemplos já publicados. Esses exemplos incluem: o melhoramento da produtividade das plantas através do aumento da sua capacidade fotossintética e da taxa de crescimento; o melhoramento da estabilidade de cultivo ao aumentar a sua tolerância ao stress abiótico (seca, frio, salinidade, etc.) ou em presença de pragas e doenças; e através da utilização mais eficiente do azoto.

http://www.isaaa.org/kc/cropbiotechupdate/online/default.asp?Date=5/2/2008#2473

 

 

▪  Transgénicos

CE adia decisão sobre autorização a duas variedades de milho e uma de batata

7 Maio 2008 – AFP | Público.PT

A Comissão Europeia (CE) adiou no início de Maio qualquer decisão sobre a autorização do cultivo de duas variedades de milho e uma de batata transgénicas e pediu à Autoridade Europeia de Segurança dos Alimentos (EFSA) para reexaminar os seus pareceres, até ao momento favoráveis.

 

"A Comissão vai pedir à EFSA para analisar melhor os elementos científicos sobre o efeito destes OGM (organismos geneticamente modificados) no ambiente e na saúde humana", explicou Johannes Laitenberger, porta-voz da Comissão.

 

"A Comissão tomará estas decisões se, e quando, a EFSA confirmar a segurança destes produtos", acrescentou, salientando que Bruxelas "confirma a sua confiança na alta qualidade dos pareceres científicos fornecidos" pela agência.

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1328004

 

 

▪  Milhões de agricultores cultivam OGM

   e CE continua a adiar a sua autorização

7 Maio 2008 – EuropaBio

A Comissão Europeia debateu mais uma vez a aprovação do cultivo de plantas biotecnológicas na Europa e voltou a não autorizar dois tipos de milho e um de batata geneticamente modificados (GM), que foram já avaliadas pela EFSA.

 

A Europa fica assim para trás em relação ao resto do mundo. Desde 1998 foi aprovada o cultivo de milho Bt MON 810. Mais de 40 produtos GM estão em processo de aprovação na Comissão Europeia (CE). Segundo a EuropaBio – Associação Europeia de BioIndústrias, esses processos estão parados apenas por motivos por motivos políticos, uma vez que não existem razões científicas para bloquear a sua utilização. Em mais de 20 países, principalmente os EUA, a Argentina e o Brasil, são utilizados mais de 120 produtos biotecnológicos de 23 culturas diferentes.

 

A EuropaBio acusa a CE de atrasar propositadamente estes processos, contribuindo para o aumento cada vez maior do hiato tecnológico que provoca a perda de competitividade da agricultura da União Europeia, sendo inaceitável que o faça neste contexto de insegurança alimentar ao nível mundial e de especulação dos preços das matérias-primas agrícolas.

http://www.europabio.org/articles/GBE/press%20arcticles/
EUROPABIO%20STATMENT_070508.pdf

 

 

▪  Arroz resistente à absorção de arsénico

7 Maio 2008 – Science Daily

Mais de 80 por cento da população mundial depende de arroz como alimento base, mas a produção está a diminuir devido aos elevados níveis de arsénico no solo de países do Sul e Leste da Ásia.

 

Investigadores da Universidade de Massachusetts Amherst, nos EUA, investigam a produção de plantas de arroz alteradas geneticamente para bloquearem a absorção de arsénico, o que pode aumentar seis a sete vezes a produção de biomassa de arroz e promover uma maior segurança alimentar para milhões de pessoas.

http://www.sciencedaily.com/releases/2008/05/080505224659.htm

 

 

▪  Impactos do cultivo de milho Bt na Europa desde 1998

8 Maio 2008 – AlphaGalileo

Na década em que as tensões relativamente ao milho geneticamente modificado (GM) resistente a insectos foi produzido na União Europeia, a produtividade do cereal aumentou, a utilização de insecticidas diminuiu e a qualidade do milho aumentou. É esta a conclusão de um relatório de investigação "The impact of using GM insect resistant maize in Europe since 1998" publicado na revista International Journal of Biotechnology.

 

Graham Brooks, economista agrário, fez um estudo de revisão dos impactos económicos na produtividade e dos impactos ambientais da utilização das variedades de milho Bt MON 810 desde 1998. A análise revela dos benefícios aumentaram em mais de 20% para alguns agricultores que utilizaram variedades de milho Bt em vez de variedades convencionais. Para além disso, a redução de insecticidas trouxe benefícios para o ambiente. A qualidade do milho é melhor, uma vez que está sujeita a menos infestações de fungos que produzem micotoxinas, perigosas para a saúde de pessoas e animais.

 

O autor do estudo refere que os dados para a Europa são consistentes com os dados provenientes da América do Norte e do Sul, da África do Sul e das Filipinas.

http://www.alphagalileo.org/index.cfm?_rss=1&fuseaction=
readrelease&releaseid=529142

 

 

▪  Meta-análise

Efeitos de culturas Bt em artrópodes não-alvo

9 Maio 2008 – ISAAA

Os efeitos das toxinas Bt produzidas por diversas plantas geneticamente modificadas (batata, milho e algodão), para se auto-protegerem de pragas de insectos, têm sido estudados por diversas equipas de investigadores em diferentes universidades e institutos de investigação. Recentemente foi publicado um artigo de revisão na revista PlosOne que faz uma meta-análise de 47 estudos que se dedicaram a compreensão dos efeitos positivos e negativos das toxinas Bt em artrópodes não-alvo.

 

Os investigadores concluíram que não foram encontrados efeitos uniformizados em artrópodes não-alvo. O tipo de insecticidas e a forma como são utilizados na agricultura influencia a extensão dos seus efeitos, tendo-se verificado que os pesticidas tradicionais tem efeitos negativos muito maiores do que as toxinas Bt produzidas pelas próprias plantas geneticamente modificadas para resistirem a insectos.

http://www.isaaa.org/kc/cropbiotechupdate/online/default.asp?Date=
5/9/2008#2490

 

 

▪  Culturas biotecnológicas para enfrentar alterações climáticas

9 Maio 2008 - ISAAA

O clima global está a mudar, segundo os especialistas na área, e com o clima mudará também a forma de produção agrícola. As secas, as temperaturas extremas e a elevada salinidade dos solos têm desafiado os agricultores desde há 10.000 anos. Os desafios futuros serão ainda maiores com a alteração do clima. Instituições de investigação agrária e empresas desenvolvem e criam, actualmente, germoplasma de cereais com resistência à seca, ao calor, ao frio e com maior eficiência à utilização de azoto.

 

Um artigo de revisão publicado pela revista "Plant Physiology" aborda outra faceta das alterações climáticas e da agricultura: as culturas melhoradas através da engenharia genética para absorverem mais dióxido de carbono e ozono. Este tipo de estratégias poderá incluir a modificação genética para aumentar a sensibilidade a altas concentrações de dióxido de carbono através das propriedades da Rubisco (ribulose bifosfato carboxilase), uma enzima chave da via metabólica do carbono e que é um factor limitante da taxa de fotossíntese. Outra abordagem será o aumento da capacidade da RuBP (ribulose bifosfato), o principal receptor de dióxido de carbono.

http://www.isaaa.org/kc/cropbiotechupdate/online/default.asp?Date=
5/9/2008#2495

 

 

▪  Observatório da UE

Guia de Nanotecnologias para decisores políticos

13 Maio 2008 - EurActiv

Um projecto da União Europeia para criar um Observatório Europeu para as Nanotecnologias procura informar decisores políticos, industriais e investidores sobre as novas tecnologias que funcionam à escala dos átomos e das moléculas.

 

O Observatório ObervatoryNANO - http://www.observatory-nano.eu - foi lançado como primeiro passo para estabelecer um Observatório Permanente. Assim que for criado, deverá fornecer apoio independente a decisores políticos. Este projecto está a ser financiado pelo Sétimo Programa Quadro para a Investigação na UE durante os próximos quatro anos e com um orçamento de quatro milhões de euros. A liderança fica a cargo do Instituto para a Nanotecnologia do Reino Unido.

 

O consórcio irá analisar os desenvolvimentos mais recentes, as expectativas públicas e privadas e as estratégias de financiamento, analisar patentes e publicar dados. Para além da análise científica e económica, os parceiros envolvidos no projecto deverão avaliar questões éticas e sociais relacionadas com as nanotecnologias e o seu impacto na saúde e no ambiente, assim como as questões de regulamentação e de legislação.

http://www.euractiv.com/en/science/eu-observatory-guide-policymakers-nanotechnologies/
article-172308

 

 

▪  Contra o cancro do colo do útero

   Plantas de tabaco GM na produção de vacinas

16 Maio 2008 – ISAAA | Agrodigital

O cancro do colo do útero é uma das principais causas de morte dos países em desenvolvimento e a segunda maior nos cancros que atingem as mulheres. A maioria dos casos é provocada pela infecção do vírus do papiloma humano. Actualmente existe uma vacina convencional, mas o seu custo elevado não permite a sua utilização em países onde a doença tem maior incidência.

 

Através de um sistema de produção alternativo de vacinas com base em plantas, investigadores espanhóis e franceses obtiveram plantas de tabaco geneticamente modificadas que expressam uma proteína do vírus do papiloma humano que poderá vir a ser utilizada numa vacina para prevenir o cancro do colo do útero. Os testes com a proteína recombinante obtida através de plantas mostraram elevada capacidade imunogénica.

http://www.agrodigital.com/PlArtStd.asp?CodArt=57782

 

 

▪  Semana da Biotecnologia em Braga

19 Maio 2008 – Fábrica de Conteúdos

O IAPMEI organizou a Semana da Biotecnologia, um evento que pretendeu promover a valorização deste sector em Portugal, e que decorreu entre os dias 26 e 31 de Maio, em Braga. A iniciativa surgiu de uma parceria com várias entidades, entre as quais a Universidade do Minho, o MIT Portugal, a APBIO, a AESBUC, a INOV Capital e a Europe Unlimited.

 

A Semana da Biotecnologia contribuirá para a realização de diversos eventos nacionais e internacionais, com o objectivo de impulsionar o país colocando-o no topo dos novos desenvolvimentos do sector na Europa e no mundo.

http://www.fabricadeconteudos.com/?lop=artigo&op=c9f0f895fb98ab9159f51fd0297e236d&id
=9fdfc126829c8843eb25f4123ec1a1c0

 

 

▪  Embriões humano-animal legalizados no Reino Unido

19 Maio 2008 – Público.PT

Numa decisão histórica e após um aceso, mas civilizado debate de várias horas, os deputados britânicos decidiram, hoje ao fim da tarde, por 336 votos contra 176, aprovar a geração de embriões mistos de humano e animal, o primeiro ponto crucial da futura nova lei sobre fertilização humana e embriologia.

 

Os embriões híbridos podem ser de diversos tipos: "cíbridos", obtidos introduzindo o núcleo de uma célula humana adulta (com todo o seu ADN) num ovócito de animal (de vaca) esvaziado do seu próprio núcleo; os embriões humanos transgénicos, obtidos inserindo genes animais em embriões humanos; as "quimeras", obtidas introduzindo células animais num embrião humano – e os híbridos verdadeiros, cruzamentos de gâmetas (espermatozóides ou ovócitos) humanos e animais. Aliás, a derradeira prova da abertura de espírito dos deputados foi o facto de terem também votado, por 286 votos contra 223, contra uma proposta de proibir a geração destes híbridos verdadeiros. Claro que os embriões só poderão ser fabricados se se provar previamente que a investigação para a qual vão contribuir é necessária e útil. E, seja qual for o tipo de embrião híbrido gerado, apenas será permitido desenvolverem-se durante 14 dias e nunca serão implantados no útero de uma mulher ou de um animal.

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1329315

 

 

▪  Mar

Energias renováveis e biotecnologia vão duplicar empregos no sector

19 Maio 2008 – Lusa | Notícias Sapo

As novas actividades ligadas às energias renováveis e à biotecnologia têm potencial para duplicar o número de trabalhadores portugueses ligados ao mar, disse hoje à agência Lusa o responsável pela Estrutura de Missão para os Assuntos do Mar (EMAM). Segundo Miguel Sequeira, o número de profissionais ligados à economia do mar poderá passar dos "actuais 12 por para os 24 por cento da população activa portuguesa".

 

Para tal, contribuirão as "novas actividades ligadas às energias renováveis, como a energia das ondas e eólica ao largo, bem como as profissões ligadas à biotecnologia marinha e o turismo oceânico que ", adiantou o responsável pela EMAM, que tem como missão coordenar as políticas referentes ao mar e articular as entidades inter-ministeriais com interesses no mar.

 

"É importante que a sociedade civil reconheça o potencial do mar como factor de desenvolvimento e a nova aposta é dar a conhecer aos jovens as oportunidades que o mar apresenta, mas também o desafio de o manter saudável", adiantou Miguel Sequeira.

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9d5365cce3bdde24190093.html

 

 

▪  Final das III Olimpíadas de Biotecnologia com "desempenhos brilhantes"           

20 Maio 2008 – Ciência.PT

Disputou-se no passado dia 5 de Maio, na Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, a final das III Olimpíadas de Biotecnologia. Esta iniciativa contou com a participação de 24 alunos de 14 estabelecimentos de Ensino Secundário, em representação de 11 distritos de Portugal Continental. Além das provas (escrita e oral), os alunos tiveram a oportunidade de realizar algumas actividades experimentais – podendo assim pôr em prática alguns dos conceitos teóricos estudados.

 

O desempenho de todos foi brilhante mas, como em qualquer concurso, foi necessária a atribuição de uma classificação. Assim, ficaram classificados nos 1º, 2º e 3º lugares os alunos Nuno Coelho do Colégio Moderno (Lisboa), Pedro Manuel Silva do Colégio Valsassina (Lisboa) e João David Barroso Gonçalves da Escola Secundária de Miraflores (Algés), respectivamente.

http://www.cienciapt.info/pt/index.php?option=com_content&task=
view&id=40468&Itemid=1

 

 

▪  Células estaminais neurais na espinal medula

21 Maio 2008 – Cordis Europa

Investigadores de um projecto da União Europeia demonstraram pela primeira vez a presença de células estaminais neurais na espinal medula. A descoberta foi publicada na revista Journal of Neuroscience Research e poderá vir a ter importantes implicações no tratamento de danos causados na espinal medula e no tratamento de doenças neuromotoras degenerativas.

 

A espinal medula consiste num conjunto longo e fino de nervos que consiste numa extensão do sistema nervoso central do cérebro e está protegida pela coluna vertebral. Os nervos espinais transportam a informação na forma de impulsos nervosos. Caso haja um dano na espinal medula, as secções abaixo do local afectado ficam sem ligação com o circuito de informação que está ligado ao cérebro. Isso significa que todos os nervos e todas as partes do corpo ligadas a essa zona ficam "desconectadas" do cérebro e deixam de funcionar.

 

Recentemente comprovou-se a presença de células estaminais neurais na espinal medula que em meio de cultura in vitro se diferenciaram em neurónios e em células gliais. Estas células têm a função de suportar os neurónios e auxiliar o seu funcionamento, participando na transmissão de sinais. As células estaminais neurais podem vir a ser usadas para regenerar neurónios ou células gliais perdidas em danos espinais ou através de doenças neurodegenerativas, como a esclerose lateral amiotrópica.

http://cordis.europa.eu/search/index.cfm?fuseaction=
news.document&N_RCN=29359

 

 

▪  Detecção de explosivos no solo

Sérvia autoriza cultura de tabaco GM

21 Maio 2008 – Agrodigital

A presença de explosivos no solo, resultado de conflitos bélicos, causa 15.000 a 20.000 mortos por ano, em todo o mundo, principalmente em países em desenvolvimento. Estima-se que haja mais 100 milhões de minas anti-pessoais por explodir distribuídas em mais de 75 países, muitas delas ocultas em solos agrícolas e nas suas imediações.

 

O governo Sérvio autorizou este ano a cultura de plantas de tabaco geneticamente modificadas (GM) para a detecção de minas e explosivos, através da mudança de cor quando estão próximas de explosivos.

http://www.agrodigital.com/PlArtStd.asp?CodArt=57823

 

 

▪  Investigadores chamam a atenção para "amianto" nanotecnológico

22 Maio 2008 - EurActiv

A inalação de nanotubos de carbono pode ser tão prejudicial à saúde como à exposição a fibras de amianto, segundo um estudo que chama a atenção para a urgência de industriais e decisores políticos de assegurarem o desenvolvimento seguro da nanotecnologia.

 

Segundo o estudo publicado na revista Nature Nanotechnology, os nanotubos de carbono mais longos podem ter efeitos semelhantes aos do amianto e podem causar cancro do pulmão. A exposição ao amianto é considerada perigosa se for inalado em elevadas concentrações durante um longo período de tempo.

 

Os nanotubos de carbono são geralmente descritos como "leves como o plástico e fortes como o aço" e são um tipo de nanomateriais que têm vindo a revolucionar a produção industrial do século XXI. São utilizados hoje em dia em raquetes de ténis, medicamentos, baterias de elevada eficiência e na electrónica.

http://www.euractiv.com/en/science/
scientists-issue-wake-call-asbestos-nanotech/article-172587

 

 

▪  Plantas como biofábricas de produtos farmacêuticos

23 Maio 2008 - AlphaGalileo

Investigadores da Universidade de Lleida, Espanha, publicaram um estudo que demonstra que sementes de milho são plataformas eficientes para utilizar em agricultura molecular com o objectivo de fazer frente a diversas doenças. Nos próximos anos, a SIDA poderá ser uma das primeiras doenças a beneficiar com tratamentos desenvolvidos com esta tecnologia.

 

A agricultura molecular consiste da aplicação de técnicas de engenharia genética em plantas, através das quais se introduzem genes de interesse que codificam proteínas com interesse biomédico ou industrial, como anti-corpos, vacinas, biofármacos, enzimas e polímeros.

 

O milho é um dos cereais mais produzido em todo o globo e tem grandes vantagens para a agricultura molecular devido à sua fisiologia, capacidade das suas sementes para expressarem proteínas recombinantes, assim como o seu cultivo difundido em todo o mundo, a sua diversidade genética e a sua capacidade anti-alérgica e de não toxicidade.

 

Um artigo de revisão publicado na revista PNAS - The Proceedings of the National Academy of Sciences On-line revela que as sementes de milho podem produzir o anti-corpo 2G12 contra a transmissão do HIV. Investigadores do Departamento de Produção Vegetal e Ciências Florestais da Universidade de Lleida desenharam esta droga através do Pharma-Planta, um projecto de investigação que envolve 39 equipas europeias e da África do Sul e é liderado por Paul Christou.

 

Os mesmos investigadores da Universidade de Lleida publicaram também outro artigo de revisão na revista Plant Science sobre abordagens práticas e produtivas para avaliar os riscos ecológicos e toxicológicos de plantas geneticamente modificadas. Segundos os investigadores, a utilização de plantas geneticamente modificadas para a produção de drogas com base em proteínas é útil para a produção de tratamento, prevenção e detecção precoce de doenças humanas e animais, assim como para a produção de vacinas contra a tuberculose, a diabetes e contra a raiva. Paul Christou declarou que nas ultimas duas décadas, as plantas mostraram ser uma excelente alternativa à produção tradicional de medicamentos.

http://www.alphagalileo.org/index.cfm?ez_search=1&fuseaction=
readrelease&releaseid=529506#resources

 

 

▪  Biotecnologia

   Descoberto método mais barato para identificar genes de doenças

27 Maio 2008 – Lusa | Notícias Sapo

Investigadores suecos desenvolveram um novo método de sequenciação do ADN muito mais barato do que os utilizados actualmente pelos laboratórios para identificar genes de doenças, segundo um estudo publicado pela revista científica Nature Biotechnology. Os cientistas, do Instituto Karolinska de Estocolmo, esperam que o seu método permita a identificação de genes de doenças em grandes grupos de pacientes e facilite a descoberta de novos tratamentos para uma ampla variedade de doenças.

 

A sequenciação do ADN permite identificar genes de doenças, compreender como as bactérias e os vírus causam infecções e traçar a evolução da humanidade e de outras espécies. Quando o projecto HUGO (acrónimo em inglês para Organização do Genoma Humano) sequenciou o primeiro genoma humano, em 2000, foram precisos dez anos e mais de 100 milhões de euros.

 

Hoje em dia já existem instrumentos no mercado que permitem fazer o mesmo por menos de um milhão de euros em apenas alguns meses, mas esse custo pode ainda baixar muito mais se for possível estudar os genes das doenças em centenas de pacientes. O método agora desenvolvido pela equipa dirigida por Sten Linnarsson, do Departamento de Bioquímica e Biofísica Médica do Instituto Karolinska, permitiria mapear o genoma humano por um décimo dos custos actuais.

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/31276e499e98f2d2a0f2de.html

 

 

 

 

  Agenda em Portugal

 

 

·   22 - 25 Julho 2008  ·   Aveiro

Advanced Course – Molecular Genomics

mRNA profiling using DNA microarrays

http://bioinformatics.ua.pt/events

 

·   1 - 5 Setembro 2008  ·   Aveiro

Advanced Course – Molecular Genomics

MicroRNA expression profiling

http://bioinformatics.ua.pt/events

 

·   6 - 9 Outubro 2008  ·   Aveiro

Advanced Course – Molecular Genomics

Microarrays Bioinformatics and Statistics

http://bioinformatics.ua.pt/events

 

·   6 - 10 Outubro 2008  ·   Porto

6th Marie Curie Cutting Edge Conference

Stem cells from the Petri dish to the clinical application

http://www.biomat.net/index.php?id=5&event=|2018|

 

·   3 - 7 Novembro 2008  ·   Aveiro

Advanced Course – Molecular Genomics

Biological and Biomedical Applications of Massive Parallel DNA Sequencing

http://bioinformatics.ua.pt/events

 

 

  Agenda Internacional

 

 

 

·  19 - 24 Julho 2008   ·   Dublin, Irlanda

The European Bioenergetics Conference 2008

http://www.tcd.ie/Biochemistry/ebec2008~

 

·   22 - 24 Julho 2008   ·   Dublin, Irlanda

SBE's 4th International Conference on Bioengineering and Nanotechnology

http://www.biomat.net/index.php?id=5&event=|2329|

 

·  12 - 15 Agosto 2008   ·   Viena, Áustria

International Symposium on Induced Mutations in Plants

http://www-pub.iaea.org/MTCD/Meetings/Announcements.asp?ConfID=167

 

·  17 - 22 Agosto 2008   ·   Tampere, Finlândia

16th Congress of the Federation of European Societies of Plant Biology

http://www.fespb2008.org

 

·  18 - 22 Agosto 2008   ·   Tempere,  Finlândia

Congress of the Federation of European Societies of Plant Biology

http://www.fespb2008.org

 

·   24 - 27 Agosto 2008   ·   USA

25 Years of Biointerface Science (25YBIS)

http://www.nb.engr.washington.edu/images/25YBIS-announcement.jpg

 

·   24 - 27 Agosto 2008   ·   Cork, Irlanda

ABIC 2008 - The Agricultural Biotechnology International Conference

http://www.abic.ca/abic2008/index.html

 

·  24 - 29 Agosto 2008   ·   Torino, Itália

9th International Congress of Plant Pathology

Healthy and Safe Food for Everybody

http://www.icpp2008.org

 

·  31 Agosto - 4 Setembro 2008 - Hamburgo, Alemanha

International Congress on Biocatalysis

http://www.biocat2008.de

 

·   1 - 3 Setembro 2008   ·   Amsterdam, Holanda

Select Biosciences 2nd annual Stem Cells Europe Meeting

http://www.selectbiosciences.com/conferences/SCE2008

 

·   1 - 5 Setembro 2008   ·   Dresden, Alemanha

Biotechfruit2008 - First International Symposium

on Biotechnology of Fruit Species

http://www.biotechfruit2008.bafz.de

 

·   2 - 5 Setembro 2008  ·   Jesi, Ancona, Itália

10th Course "Industrial Applications of Nanotechnologies II",

International School on Advanced Material Science and Technology, Jesi 2008

http://www.biomat.net/index.php?id=5&event=|2436|

 

·   11 - 12 Setembro 2008   ·   Zurich, Suíça

3rd International Workshop on Approaches to Single-Cell Analysis

http://www.scaw.ethz.ch

 

·   15 - 17 Setembro 2008   ·   Brussels, Bélgica

European Forum for Industrial Biotechnology

http://www.europabio.org/articles/PR-EFIB.pdf

 

·   15 - 17 Setembro 2008   ·   Bruxelas, Bélgica

European Forum for Industrial Biotechnology

http://www.europabio.org/articles/PR-EFIB.pdf

 

·   22 - 26 Setembro 2008   ·   Quénia

The First All Africa Congress on Biotechnology

http://abneta.org/congress

 

·   22-28 Setembro 2008 - Quénia

All Africa Congress on Biotechnology

http://abneta.org/congress

 

·   29 Setembro – 1 Outubro 2008  ·   Creta, Grécia

The IASTED International Conference on Nanotechnology

and Applications ~NANA 2008~

http://www.biomat.net/index.php?id=5&event=|2412|

 

·    1 - 2 Outubro 2008   ·   Milão, Itália

BioForum 2008

http://www.bioforum.it

 

·   7 - 9 Outubro 2008   ·   Hannover, Alemanha

Biotechnica

http://www.biotechnica.de

 

·  12 - 17 Outubro 2008  ·   China

13th International Biotechnology Symposium (IBS) and Exhibition

http://www.ibs2008.org

 

·  15 - 18 Novembro 2008  ·   Heidelberg,  Alemanha

4th EMBL Conference: From Functional Genomics to Systems Biology

http://www.embl.de/conferences/Omics/2008

 

·  16 - 21 Novembro 2008  ·   Nova Zelândia

ISBR - 10th International Symposium on the Biosafety

of Genetically Modified Organisms

http://www.isbgmo.info

 

·  30 Novembro - 5 Dezembro 2008 - Cuba

Biotechnology Havana 2008

http://bh2008.cigb.edu.cu

 

·   7 - 12 Dezembro 2008   ·   México

International Conference on Legume Genomics and Genetics

http://www.ccg.unam.mx/iclgg4/index.html

 

 

 

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